sexta-feira, 9 de abril de 2010

Braille - Regina Spektor

Brilhante... Desconcertante...




She was lying on the floor and counting stretch marks
She hadn't been a virgin and he hadn't been a god
So she names the baby Elvis
To make up for the royalty he lacked

And from then on it was turpentine and patches
From then on it was cold Campbell's from the can
And they were just two jerks playing with matches
Cause that's all they knew how to play

And it was raining cats and dogs out side of her window
And she knew they were destined to become
Sacred road kill on the way
And she was listening to the sound of heavens shaking
Thinking about puddles, puddles and mistakes

Cause it's been turpentine and patches
It's been cold, cold Campbell's from the can
And they were just two jerks playing with matches
Cause that's all they knew how to play

Elvis never could carry a tune
She thought about this irony as she stared back at the moon
She was tracing her years with her fingers on her skin
Saying why don't I begin again
With turpentine and patches
With cold, cold Campbell's from the can
After all I'm still a jerk playing with matches
It's just that he's not around to play along
I'm still an ass hole playing with candles
Blowing out wishes blowing out dreams
Just sitting here and trying to decipher
What's written in Braille upon my skin...

terça-feira, 30 de março de 2010

Um Novo Caminho...




Numa repousada duna estendida sobre o imenso areal de uma praia solitária, dominada pelo vento, a frágil carta se virou.

Era o início de algo surpreendente e novo que perante os seus medos lhe transmitia uma nova descoberta ladeada por uma sã loucura e jovem desapego que mais cedo do que pensara a lançara sobre o vento rumo ao desconhecido e ao mais sensível iniciar de novas sensações sobrenaturais.

Como um mago, apoderando-se dos quatro elementos naturais, enriqueceu-se de pó de areia, fortaleceu-se de ar que inspirado se permitia passar por entre gotas de água que exalavam chamas de ardente descoberta.

Sem perceber muito bem por onde ir, deixava-se elevar, seguindo a sua intuição e feminilidade de imperatriz, determinada como uma fortaleza e guerreira como um másculo imperador, continuou o seu voo projectando no desconhecido o trabalho árduo e profícuo que lhe permitiria sorrir cada vez mais.

Como alguém que se enamora com o seu par, deixou-se levar por um carro de emoções que a fariam descobrir caminhos que lhe dariam uma força determinada, qual mulher que afaga a juba de um leão. No entanto, no seu estado de recolhimento intimista e nos seus momentos de calmo descanso deixava-se colocar na pele de um concentrado eremita.

A roda da fortuna lhe daria altos e baixos que só a sua justiça abarcaria com toda a lucidez de uma frágil carta que por vezes dependurada sob os ramos da vida exigia da morte um recomeço, sendo que na sua temperança encontrava o segredo que nenhuma tentação ou dinheiro algum do mundo a poderiam contaminar.

Quando de repente tudo se desmorona, eis que novos alicerces brotam do seu ser e construindo-se como uma estrela iluminada, abarca em si toda a silenciosa e solitária lua sem nunca perder o rumo do seu ardente sol.

E julgando-se como filha do passado, do presente e do futuro, do conhecimento e da sabedoria, do mundo real e do imaginário, do conhecido e do desconhecido, de dentro e fora do tempo, permanecendo sempre sobre a sua flexibilidade e a sua poderosa energia, permitiu-se desvendar novos mundos para cada ser humano que dela necessitasse poder também Ser e Estar.

sexta-feira, 12 de março de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pensamentos


Hoje, faz-me tanto sentido este pensamento...

Aquilo que eu quero vai muito para além daquilo que já conheço.


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Quem me leva os meus fantasmas...

Sempre considerei que a função de um verdadeiro Artista não passa só por entreter um determinado público, mas despertar esse mesmo público para os problemas que são realidades intrínsecas em qualquer sociedade.

Em Portugal, temos cerca de 18% de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza; dessa percentagem, muitos são os que não têm sequer uma casa para viver, falo dos sem-abrigo.

Pedro Abrunhosa, consciente da sua função enquanto figura pública, é um dos exemplos que pretendo referir.

O que está aqui em causa não são os seus dotes vocais, isso fica ao critério do gosto de cada um; não posso é deixar de elogiar este seu gesto de cidadão e profissional dedicado não só à sua profissão, mas também às tais duras realidades que infelizmente existem neste pequeno Portugal.

"Quem me leva os meus fantasmas" é, quanto a mim, um excelente despertar de consciências e que pretendo partilhar convosco...



Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.

Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e´ a estrada

Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.

Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada


De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?

Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ponto de Luz

Dou por mim a ouvir uma das minhas cantoras portuguesas de eleição, Sara Tavares, e perco-me em viagens por pensamentos que me fazem ir mais além...




Escutando no vento...
Tua voz secreta...
Que me sopra por dentro
Deixa me ser só seu...
No teu colo eu me entrego,
para que me nutras
E me envolvas ,
deixa me ser só seu ...

Um ponto de luz .,
que me seduz,
aceso na alma...
Um ponto de luz que me conduz,
aceso na alma...

Por trás dessa nuvem,
Ardendo no céu
O fogo do sol...
eternamente quente.
Liberta me a mente,
liberta me a mente ....


Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Recomeço

O ano de 2009 foi decisivamente um ano marcante na minha vida. Projectos que se concretizaram, outros que terão continuidade neste novo ano.

Para trás ficam momentos de felicidade, momentos de angústia, de tristeza, de encontros e desencontros, de novos conhecimentos, de confirmação de amizades, de presença e ausência, de alegrias e sorrisos.

Quando começa um novo ano, começa um novo ciclo, tempo esse que se pretende de realização de sonhos com saúde, paz e amor.

É sempre assim... Ano Novo, Recomeço de uma vida que renasce a cada dia que passa, pretendendo viver sempre melhor e pelo melhor.

Nesta renovação do tempo e da vida, só posso agradecer pelo que ela própria já me deu, mas também pelo que me poderá vir a ofertar, sentindo que cada gesto, cada acção e cada atitude poderão contribuir para tornar-me sempre um melhor ser humano.




quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz 2010


Eis que desponta a aurora
de um dia novo que começa,
de um tempo que renasce
para nos dar nova esperança!

Um ciclo que abre novos caminhos,
aponta novas direcções,
concretizando no seu percurso
os desejos e vontades de muitos corações.

Reabre-se a porta da vida,
que alegre se entrega ao mundo
com a força de um dez grandioso
e ânimo mais profundo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ave Maria

Beyoncé interpreta uma nova versão de Ave Maria e eu faço da sua música a minha oração.



She was lost in so many different ways
Out in the darkness with no guide
I know the cost
Of a losing hand never found the grace of God
Though I

I found heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria

I’ve been alone
And then surrounded by friends
How could the silence be so loud
But I still go home
Knowing that I’ve got you
There’s only us when lights go down

You are my heaven on Earth
You are my hunger, my thirst
I always hear this voice inside
Singing Ave Maria

Sometimes love can come and pass you by
While you’re busy making plans
Suddenly hit and then you realize
It’s out of your hands
Baby you got to understand

You are my heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria

Grito

Do meu SILÊNCIO faço um GRITO... Um dos mais belos fados escrito e interpretado por a Diva Amália Rodrigues. Do meu silêncio, o respeito...



Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.

De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.

Ao céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.

Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.

Ai, solidão
Quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!

Adeus
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pegadas Na Areia

Este Natal, foi-me oferecido o livro "Pegadas na Areia" escrito por Margaret Fishback Powers.

Resolvi partilhar convosco um dos poemas de sua autoria que deu o título à obra e que é uma das mais belas orações e um dos mais belos hinos que tive a oportunidade de ler em toda a minha vida. Sem dúvida, um grandioso texto para ler e meditar...




Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Peloe céu escuro passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás para as pegadas na areia.
Haviam apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.

"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixaste."

Ele segredou: "Meu precioso filho,
Eu amo-te e nunca te deixarei,
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas
foi porque Eu te carreguei ao colo."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

2012 - O Princípio do Fim... Será?



2012 é um filme que vem empolar a polémica sobre a Profecia Maia que refere o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012. E se esse for afinal o primeiro dia do resto das nossas vidas?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Estado dos Sentidos


Encontro-me na escuridão da vã noite,
recordando-me do meu eterno ser adormecido,
vasculhando o baú vazio de mim mesmo,
procurando se tudo faz pequeno sentido.

Revejo minha etérea e desvanecida imagem,
escondida por trás de um transparente pano,
onde brinca no palco desta puta de vida
toda a plenitude em ledo desengano.

Transparece toda a profícua vicissitude
de um ser repleto de erros e drama,
em completa harmonia com o visível
de uma vida estonteante e agoniante.

Semicoberto por um velho e rasgado lençol de nada,
caminha meu ser em direcção ao eterno vazio,
donde surgem imagens desfiguradas
de um sentido ser, sem rasgado sentido.

Os confusos sentidos que em mim não vos estranho,
existem presos e intrísecos à minha alma,
que de entristecida e sentida calma
não me aliviam os condensados leves passos.

Acabo deitado sobre o leito do meu frágil estado,
mais breve e eterno, menos longo e alterado;
meio nítido e difuso, não menos começado e acabado
por todo Eu inteiro, em poucos versos, espelhado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eu Sei - Sara Tavares

Um verdadeiro hino ao Amor, à Vida, a um Deus, a uma Energia... ao próprio Ser Humano. Envolve, embala e faz-nos descansar...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SIC - Estamos Juntos há 17 anos!

A SIC (Sociedade Independente de Comunicação) comemora hoje o seu 17º aniversário. Desde o seu aparecimento a 6 de Outubro de 1992, foi na sua companhia que passei muitos dos meus momentos em frente à televisão.

Porque cresci com esta estação, porque ainda hoje me fascina todo o seu universo, deixo aqui os meus mais sinceros parabéns à televisão de Carnaxide.


Continuamos juntos, há 17 anos!
Hino SIC



O primeiro canal de televisão privado em Portugal.
A SIC, cujas transmissões tiveram início a 6 Outubro de 1992, foi o primeiro canal de televisão privado a operar em Portugal, tornando-se um contributo para a pluralidade e independência da Informação.Em apenas três anos, em Maio de 1995, a SIC alcançou a liderança nas audiências através de uma forte aposta em programas de informação, entretenimento, documentários e programas de ficção, falados em Português, alicerçados numa estratégia de marketing.
Uma das grandes apostas da SIC, que se destacou claramente no panorama televisivo, foi a Informação, aliada à independência, rigor, qualidade e irreverência que caracterizam o “estilo SIC”.
Sempre na procura da inovação, a SIC, em 2000, entrou no universo dos canais de cabo e em 2007 entrou em plena era digital e em multiplataformas com conteúdos interactivos.
Hoje, a componente multimédia é uma prioridade, que se torna mais evidente através do site da SIC, onde com um só clique pode aceder a Notícias e Entretenimento, 24 horas por dia, em directo ou em diferido, esteja onde estiver. Pode rever cada minuto da sua novela favorita, espreitar um sketch que perdeu ou aquele programa de que todos falam, dar a sua opinião ou deixar uma mensagem à comunidade.O melhor da SIC está na SIC Online.

Fonte: SIC Institucional em www.sic.sapo.pt

A Voz do Fado calou-se há 10 anos

Passam hoje 10 anos sobre o desaparecimento daquela que é considerada a maior diva do Fado.

Amália Rodrigues deixou-nos a 06 de Outubro de 1999 e esse dia ficará marcado para sempre na história deste país. Calou-se a Voz, mas não se cala a Saudade que cantada por Amália fez da sua uma Estranha Forma de Vida!



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lamego, A Monumental


A Lamego, honra lhe seja feita,
que seus filhos oferece ao Douro,
a Monumental terra beirã,
por entre montanhas parece de Ouro.

Milenar na sua existência,
segue sem inveja de ninguém.
Cidade Amiga e acolhedora,
recebe sempre quem vem por bem.


Suas ruas estreitas de calçada,
Tornam-na única e formosa.
Não há no mundo terra
que tenha tamanha gente calorosa.

O rio Balsemão segue e seus pés beija,
oferece-se ao Homem que o abraça.
Entrega-se livremente por amor,
abençoa qualquer criança que ali nasça.


Ao Santuário rumam peregrinos,
que os milagres à Senhora agradecem.
Remédios divinos nos olhos dos meninos
que esta terra engrandecem.

E se por aqui o tempo se silencia,
neste silêncio se encontra paz.
Consegue-se na serra sentir
O doce vento que se faz.

Água




Água no meu imperfeito ser
Onde limpam teus peixes
Meus sentimentos e sensações,
Sacia-me da tua perfeita lucidez.

Derrama tua pureza em mim,
Fortalece meus rígidos ossos,
Torna-me folha a voar ao vento,
Voando para o teu imenso ser.

Corpo delgado e fugidio,
Traz-me tua transparência,
Trespassa meus sentidos,
Absorve-me ó grandeza!

Respiro-te água corrente,
Que corres em veias dilaceradas
Por picadas da vida.

Na tua força encontro a minha paz!
Na tua brandura encontro minha revolta!

Leva-me por onde fores,
Deixa-me ser…
E ser, no teu porto seguro
É onde não me deixo apagar!

Apagar-me…
Só no teu rio, na tua ribeira, no teu mar ou oceano!

Mas quando te evaporares ao céu,
Em tua doce nuvem pouso meu ser
E contigo transformo-me em lágrimas
De sedenta chuva que a quente terra vem arrefecer…

… de amor e esperança cada ser que de ti vive.

20.02.2008

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Smash Into You - Beyoncé

Existem músicas que aparecem como por magia nas nossas vidas para nos fazer acreditar ainda mais nas histórias de amor das quais somos protagonistas. Este é, sem dúvida, um dos temas musicais de eleição da banda sonora da minha existência...



Head down
As I watch my feet take turns hitting the ground
I should I find myself in love racing the earth
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run (run) smash into you
I wanna run (run) smash into you
Ears closed
What I hear no one else has to know
'Cause I know that what we have
Is worth first place and gold
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run (run) smash into you
I wanna run (run) smash into you
Head down
As I watch my feet take turns
Hitting the ground
I should
I'm in love and I'm racing the earth
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run smash into you
I'm willing to run (run) smash into you
I'm willing to run run run run ooh ooh ooh ooh
I'm willing to run run run run ooh ooh ooh ooh
I wanna run and smash into you
I'm willing to run (run) smash into you