Viajei calmamente através do sonho
à praia onde te vi pela primeira vez.
O doce vento trazia-me teu perfume
e o mar espelhava a tua nudez.
Naquela praia onde te amei
senti que eras novamente minha.
Naquela praia em que tanto te disse
que eras a mais bela rainha.
Rainha e dona do meu coração,
este que ainda espera por ti.
Um pobre coração abandonado
desde o dia em que te perdi.
De repente as ondas do revolto mar
trazem-me de volta dessa doce viagem.
Acordo deitado na suave areia
e agora sei que tudo foi uma miragem.
Natural do Sul de Portugal, Algarve, um pássaro que se habituou, sozinho, a voar em direcção aos seus sonhos, mas sem nunca deixar de ter seus pés bem assentes na terra... E de cada viagem, relata neste seu pequeno mundo, o mundo imenso de todos nós!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Ondas do Mar
Ondas do mar que oiço além
que me acalmaria se me trouxesse
de novo o sorriso de alguém.
O sorriso brilhante e sincero
de alguém que me amou,
que nos seus braços me tomou.
Onda do mar que indignamente levou
a inspiração para os meus versos escrever
e que o gelado vento roubou.
Roubou o coração de quem amei
que me quis esquecer ao passar dunas
onde solitariamente me sentei.
E aqui deitado neste imenso areal
choro lágrimas de frio sangue
por ter perdido o ser ideal.
que me acalmaria se me trouxesse
de novo o sorriso de alguém.
O sorriso brilhante e sincero
de alguém que me amou,
que nos seus braços me tomou.
Onda do mar que indignamente levou
a inspiração para os meus versos escrever
e que o gelado vento roubou.
Roubou o coração de quem amei
que me quis esquecer ao passar dunas
onde solitariamente me sentei.
E aqui deitado neste imenso areal
choro lágrimas de frio sangue
por ter perdido o ser ideal.
domingo, 1 de janeiro de 2006
Um Super 2006
Eis 2006.
2005 fica para trás e o fogo de artífico desta noite ajudou às boas-vindas do novo ano que agora começa.
Esta tarde, quando voltava para casa, depois de ter passado o fim-de-ano com dois amigos fantásticos em Albufeira, um sol radioso e enorme iluminava ainda o final de tarde. Pensei, será isto um sinal de que este ano poderá ser melhor para mim, para todos nós? Acreditem que me deu esperanças renovadas de que 2006 será um ano de mudança a nível pessoal e profissional.
Desejo que todos os vossos desejos sejam concretizados na alegria, na paz, na saúde e na esperança de um mundo melhor para o presente e para o futuro.
Viva 2006. Viva o novo ano que agora nasce para todos nós! Sejam felizes!
2005 fica para trás e o fogo de artífico desta noite ajudou às boas-vindas do novo ano que agora começa.
Esta tarde, quando voltava para casa, depois de ter passado o fim-de-ano com dois amigos fantásticos em Albufeira, um sol radioso e enorme iluminava ainda o final de tarde. Pensei, será isto um sinal de que este ano poderá ser melhor para mim, para todos nós? Acreditem que me deu esperanças renovadas de que 2006 será um ano de mudança a nível pessoal e profissional.
Desejo que todos os vossos desejos sejam concretizados na alegria, na paz, na saúde e na esperança de um mundo melhor para o presente e para o futuro.
Viva 2006. Viva o novo ano que agora nasce para todos nós! Sejam felizes!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
O dom precioso da Amizade
Hoje ao acordar senti uma vontade enorme de me reencontrar contigo. Temos andado afastados, porém a distância física não me faz esquecer-te. Sinto-me com saudades dos teus abraços, das tuas palavras amigas e sempre sinceras, sinto saudade da pessoa alegre e madura que sempre foste.
Por vezes, dou por mim a pensar que gostava muito que estivessemos mais tempo juntos, que pudessemos dividir mais momentos como outrora foi possível o fazer.
É certo que a vida encarrega-se de nos encaminhar e por vezes até nos afastar das pessoas que mais gostamos, no entanto, sinto este afastamento físico apenas como temporário na esperança de um dia te voltar a reencontrar e viver contigo novos momentos de grande amizade.
É muito bom sentir-me teu amigo, ainda que longe. Espero voltar a ver-te em breve e poder matar estas saudades.
A amizade é, sem dúvida, dos dons mais preciosos que a vida nos proporciona!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
UM SANTO E FELIZ NATAL!!!
Desejo a todos os que visitam o meu blog um Santo e Feliz Natal junto daqueles que mais amam.
Que 2006 seja o ano da Paz e do Amor em todo o mundo. Beijos e abraços a todos!
Que 2006 seja o ano da Paz e do Amor em todo o mundo. Beijos e abraços a todos!
sábado, 10 de dezembro de 2005
Meu lindo mês de Dezembro
Pois é!
É Dezembro. É o mesmo que dizer é Natal. O último mês do ano é sem dúvida, para mim, o mês mais bonito do calendário civil. É nesta época em que se sente a paz e amor no ar que as ruas ficam todos iluminadas e convidam-nos a meditar sobre o verdadeiro sentido do Natal.
Natal é, sem dúvida, o convite ao amor e à paz entre os homens. Natal é o comemorar do nascimento de um bebé que mudou para sempre o mundo, que o dividiu num antes e num depois.
Espero que neste Natal de 2005, se olhe mais para o próximo, se ame mais o outro e que isto se estenda pelo resto de todo o ano.
Afinal, o Natal é quando um homem quiser!
terça-feira, 22 de novembro de 2005
À linda Mimi...
Fui à solitária praia buscar
as memórias que guardo de ti.
Por entre as ondas do mar
ouvi o latir que chamava por mim.
Aproximei-me do revolto mar
para te poder ver melhor...
O teu sorriso pude contemplar
hoje tornaste-te estrela maior.
A estrela dos que cá deixaste
a chorar tristes por ti.
A saudade agora aperta
mas sempre te sentiremos aqui.
Com lágrimas nos olhos
despeço-me de ti.
Foste um animal tão querido
e agora ficámos sem ti.
Se a memória nunca me falhar
o teu rosto no meu pensamento vai permanecer.
Eras a melhor companheira de um grande amigo
e todos sentimos tristeza por te perder.
À linda Mimi.
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Um coração que bate por ti!
Depois do dia quente
chega a fria noite
em que sozinho me debruço
sobre o parapeito da minha janela
e escuto os sons da nova noite.
O silêncio reina na escuridão,
mas no meu coração há festa.
Uma festa de alegria e amor
que une o meu ao teu pensamento
e me faz esquecer a dor.
Uma dor do passado que existiu
mas que já não mora cá,
no meu reino encantado,
no silêncio deste quarto,
nesta noite calma.
Ao fundo oiço por momentos
o murmurar das ondas
a bater nas rochas de uma praia
qualquer, talvez naquela
em que tão docemente te amei.
E volto para dentro
com a certeza que também me escutaste,
que no silêncio ouviste o bater do
meu pobre, mas forte coração.
Um coração que bate por ti!
chega a fria noite
em que sozinho me debruço
sobre o parapeito da minha janela
e escuto os sons da nova noite.
O silêncio reina na escuridão,
mas no meu coração há festa.
Uma festa de alegria e amor
que une o meu ao teu pensamento
e me faz esquecer a dor.
Uma dor do passado que existiu
mas que já não mora cá,
no meu reino encantado,
no silêncio deste quarto,
nesta noite calma.
Ao fundo oiço por momentos
o murmurar das ondas
a bater nas rochas de uma praia
qualquer, talvez naquela
em que tão docemente te amei.
E volto para dentro
com a certeza que também me escutaste,
que no silêncio ouviste o bater do
meu pobre, mas forte coração.
Um coração que bate por ti!
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Dias de escuridão...
Nos últimos dias chegaram as primeiras chuvas de Outono. Com o mau tempo, veio também a melancolia penetrar na vida daqueles que se sentem mais sós e que não podem contemplerar o sol da felicidade.
São dias de escuridão em que só as mantas ou o aquecedor ligado mantém os corações frios um pouco mais quentes.
É o tempo de hibernar no leito dos nossos quartos e fazer uma retrospectiva de um ano que se está a findar.
terça-feira, 4 de outubro de 2005
Em busca do meu caminho...
Confesso que durante mais de um mês não senti qualquer inspiração para dissertar acerca da minha vida, as musas do Arade não me deram uma inspiração poética e canora e os meus textos apelativos aos sentimentos do homem não se desenvolveram.
Vivi, em mês do meu vigésimo segundo aniversário, momentos delicados em que me senti completamente deslocado, triste, melancólico e com vontade de fugir. Foram maus momentos em que pus em causa alguns dos meus valores mais nobres, em que os pensamentos negativos dominavam a maior parte do meu dia, em que só me concentrava em me libertar desta minha vida triste e em ganhar forças para seguir em frente; o que é facto é que não tinha essas forças dentro de mim e nem sabia onde as ir buscar.
A semana do meu aniversário foi uma das piores semanas da minha vida, foi talvez a pior.
Mas conseguir superar, com ajuda psicológica, é certo, mas consegui.
Hoje sinto-me mais forte, sinto-me capaz de retomar a busca do meu caminho, o caminho que sinto e que quero percorrer, que sei que me fará um homem mais feliz, um ser humano mais justo, um cidadão melhor não só do meu país, mas do mundo.
Não vou agradecer àqueles que sempre me apoiaram, um simples "obrigado" seria muito pouco... Vou é tentar estar sempre disponível para todos aqueles que me estenderam a mão, nunca esquecerei o vosso apoio! A todos vocês a minha imensa gratidão, a todos vocês a minha mais profunda e sincera amizade, para hoje, amanhã e sempre! Felizmente fazem parte da minha vida! Aos meus amigos, um grande beijo e abraço com a maior das ternuras.
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
Sol... meu eterno inspirador

Tocaste os campos ao amanhecer
e fizeste o dia clarear!Contigo veio a alegria perdida
que tinha sido levada ao anoitecer.
As flores abriram-se em coro,
nos meus olhos a tua luz entrou.
No céu pássaros voaram
e o teu sorriso me encantou.
Veio a tarde e com ela o calor
de um beijo dado com ternura.
Foram os teus lábios que tocaram os meus
com a maior e mais linda doçura.
Ao entardecer, misturaste-te no mar
como dois corpos a fazer amor.
Levaste contigo a minha luz!
Sol, meu eterno inspirador.
quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Por mundos desconhecidos...

Tocaste piano ao anoitecer.
Por entre cada nota tocada
uma melodia levava-me para
mundos distantes
onde tu e eu éramos um só.
Nessas realidades desconhecidas,
cada paisagem espelhava o nosso amor.
Cada duna de areia simbolizava
a nossa união.
Por entre rios e lagos,
cada gota de água levava-nos mais além.
Felizes e de mãos dadas sorríamos
e por entre sorrisos e beijos
sentiamos que nada nos ia separar.
Foi nesses mundos desconhecidos
que vivemos o mais sublime e verdadeiro amor.
Foi por entre muralhas de areia e
caminhos de água que tudo se consomou.
O sol resplandecente guiava-nos em direcção
ao inalcançável horizonte
e as aves do céu mostravam-nos a beleza
de cada troca de olhares...
E por entre paisagens fomos tomando
conta de nós.
Fomos nos tornando o Princípio e o Fim,
fomos vivendo e aprendendo juntos.
E no final da viagem
já ninguém distinguia o Eu do Tu,
porque simplesmente éramos NÓS!
sábado, 30 de julho de 2005
É amor...

Vives no meu pensamento
dia após dia
noite após noite.
Atropelas tudo o que gira à minha volta.
Num momento fazes-me subir ao céu.
Noutro mostras-me no calor dos teus beijos
a imensidão do desejo insaciável,
dessa pele que me põe louco
que me consome.
Diriam uns paixão avassaladora;
diriam outros apenas atracção fatal.
Mas o meu coração diz-me que é mais...
que é forte... que é AMOR!
dia após dia
noite após noite.
Atropelas tudo o que gira à minha volta.
Num momento fazes-me subir ao céu.
Noutro mostras-me no calor dos teus beijos
a imensidão do desejo insaciável,
dessa pele que me põe louco
que me consome.

Diriam uns paixão avassaladora;
diriam outros apenas atracção fatal.
Mas o meu coração diz-me que é mais...
que é forte... que é AMOR!
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Este Livro...
Este livro.
Passa um dedo pela página.
Sente o papel como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.
Este livro tem palavras.
Esquece as palavras por momentos.
O que temos para dizer não pode ser dito.
Sente o peso deste livro.
O peso da minha mão sobre a tua.
Damos as mãos quando seguras este livro.
Não me perguntes quem sou.
Não me perguntes nada.
Eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
Pousa os lábios sobre a página.
Pousa os lábios sobre o papel.
Devagar. Muito devagar. Vamos beijar-nos.
José Luís Peixoto
Passa um dedo pela página.
Sente o papel como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.
Este livro tem palavras.
Esquece as palavras por momentos.
O que temos para dizer não pode ser dito.
Sente o peso deste livro.
O peso da minha mão sobre a tua.
Damos as mãos quando seguras este livro.
Não me perguntes quem sou.
Não me perguntes nada.
Eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
Pousa os lábios sobre a página.
Pousa os lábios sobre o papel.
Devagar. Muito devagar. Vamos beijar-nos.
José Luís Peixoto
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Hoje é o 1º Dia do Resto da Tua Vida
A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Artur Miguel Dias
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Artur Miguel Dias
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Um dia... ao pôr-do-sol... voarei...

E os dias correm... Correm velozes... Os anos parecem meses; os meses, semanas; as semanas, dias; os dias, apenas poucas horas... A vida corre numa corrida compansada contra o tempo.
Entre tantos "se" e "talvez", vou vivendo a minha vida querendo ser o que não sou, tentando aperfeiçoar-me como homem, como gente, como ser humano que procura por caminhos trilhados ora de alegria, ora de tristeza, chegar até ao alto do monte onde finalmente encontrarei o meu verdadeiro EU.
Mas ainda falta muito caminho... Caminho de dificuldades, de metas a alcançar, de corridas desenfreadas para tentar chegar o mais rápido ao topo. Não querendo pisar ninguém, não querendo magoar os que mais me amam, ainda sabendo que tal acontecerá.
Não quero ouvir choros e lamentações, não quero que me digam: "Afinal, onde foi que eu errei?". Não erraram. Ninguém errou. Simplesmente é assim. Quero apenas que me deixem voar, que me permitam tentar ser feliz, ainda que a felicidade total seja mais uma mera utopia.
Libertem-me! Desprendam-me da gaiola onde me trancaram. Permitam-me ser livre como num dia de Abril. Levantem as vossas espingardas ao céu com um cravo vermelho na ponta. Permitam-me errar e acertar, tornar-me homem a sério, não o eterno filhinho dos papás.
Permitam-me correr por estradas desconhecidas, sem a certeza de até onde elas me levarão, ainda que não me levem a lado algum.
Permitam-me finalmente ser o EU que quero ser. Ainda que vos magoe, ainda que vos faça sofrer. Mesmo que eu não o quisesse! E não quero! Mas sei que não o conseguirei evitar.
Apoio?! Não sei se o terei de vossa parte, só sei quem não me fechará a porta do seu coração e que a amizade não permitirá afastamentos.
Nesse dia de desprendimento, nesse dia em que finalmente o meu EU aparecerá perante todos.... nesse dia, não haverá mais mentira, apenas a verdade, ainda que a verdade cause sofrimento, ainda que ela faça sofrer, mas a verdade é sempre a verdade e eu não quero mais uma vida de mentira. Essa NÃO!
Um dia... ao pôr-do-sol, voarei!
Mais um weekend...
E mais uma semana chegou ao fim. O fim-de-semana foi normal... umas voltas e pouco mais. Mais uma semana começa e a procura por trabalho também. A ver se esta semana tenho mais sorte. :) Hoje não tenho muito mais a escrever.... Fui! Já agora... resolvi postar esta imagem e gostaria que dessem a vossa opinião sobre o que vêem nela! loool
terça-feira, 5 de julho de 2005
Chegou cansado. Colocou a pasta no chão. Em cima da mesa um recado: "Volto tarde! Não esperes por mim para jantar. Beijo!". Amachucou o papel amarelo e jogou-o no balde do lixo. A sala estava escura. Não abriu os cortinados. Simplesmente, deixou-se cair no sofá e ligou a tv. Áquela hora, nada de jeito. Desligou. Acendeu a aparalhagem e ao som de Diana Krall adormeceu.
A sua alma, como querendo não adormecer, desprendeu-se....
A praia estava calma naquele fim de tarde. Sabia-lhe tão bem estar ali, a olhar a imensidão do mar e o som das rochas solitárias que de tempos em tempos rebentavam, molhavam-lhe os pés descalços. Pensou no que fizera e não gostou nada. Acendeu um cigarro. Aquela má recordação de outros tempos passados consumia-o por dentro. Sentiu angústia. De passa em passa, terminou o cigarro. Levantou-se. Ao longe, avistava um corpo moreno deitado sobre a areia. Aproximou-se e reconheceu aquela pessoa. Levantando-se, ela sorriu. Ele continuou sério. Aproximaram-se mais e ao de leve um aperto de mão surgiu. Ele reconhecera aquele ser. Mas não sabia de onde. Confusão era a palavra que reinava na sua consciência.
De repente, como sendo sugada novamente para dentro do seu corpo, ele regressou a si. Alguém batia à porta. Levantou-se e abriu. Era a mesma do corpo moreno deitado na areia. Um beijo e entrou. E ele perguntou: "Que fazias na praia?" e ela respondeu: "Nada. Simplesmente me fui encontrar contigo...."
segunda-feira, 4 de julho de 2005
De repente, olhamos à nossa volta e vemos que aqueles que durante anos foram nossos amigos, com quem nós dividimos o bom e o mau das nossas vidas, afinal não passam hoje de pessoas cínicas e mesquinhas que se preocupam mais com a vida dos outros do que com o seu próprio umbigo.
Mais uma vez a desilusão bateu-me à porta. Mais uma vez, fui acordado de sobressalto e vi a verdadeira realidade. As pobres mentalidades que vagueiam por aí, afinal estavam mais perto do que eu podia alguma vez julgar.
E são nestes "acordares" que vamos conhecendo as almas humanas que se cruzam nas nossas vidas... Talvez, daqui a uns poucos anos, saiba detectar ao longe aqueles que valem a pena fazerem parte da minha vida e os outros que nunca deverão entrar nela.
Aos bons amigos, o meu MUITO OBRIGADO! Vocês sabem quem são...
sábado, 2 de julho de 2005
Ficção da vida real
Brad Pitt, Angelina Jolie. Eles são Mr. e Mrs. Smith! Um filme que combina comédia, romantismo e acção. Gostei! Ri-me. Vibrei nos momentos mais empolgantes. Houve ternura. Enfim, para quem quer esquecer um pouco os problemas, vale a pena ir assistir.
Confesso que tenho mostrado exteriormente o que interiormente não existe. Tendo andado triste, melancólico, nostálgico. Tenho sentido saudades de alguém... De alguém que está longe mas que permanecesse perto quando viajo ao baú das velhas memórias e recordo os bons momentos que passei ao seu lado.
Hoje, agora, na solidão do meu quarto em que o silêncio é rei e senhor, em que toda a cidade já dorme, sinto-me só. Quero alguém! Alguém que me faça um gesto de carinho, alguém que me mostre o quão importante sou na sua vida. Sim, pode parecer prepotência, mas eu queria ser a vida de alguém, agora, somente por um bocadinho de tempo. Seria mais feliz! Sentir-me-ia mais útil.
E na escuridão da noite, no silêncio deste quarto, resta-me sonhar... estar onde não estou, estar com quem não estou. A essa pessoa, um beijo de boa noite. Eu penso em ti e jamais te esquecerei! Jamais...
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