Natural do Sul de Portugal, Algarve, um pássaro que se habituou, sozinho, a voar em direcção aos seus sonhos, mas sem nunca deixar de ter seus pés bem assentes na terra... E de cada viagem, relata neste seu pequeno mundo, o mundo imenso de todos nós!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Pensamentos
Hoje, faz-me tanto sentido este pensamento...
Aquilo que eu quero vai muito para além daquilo que já conheço.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Quem me leva os meus fantasmas...
Sempre considerei que a função de um verdadeiro Artista não passa só por entreter um determinado público, mas despertar esse mesmo público para os problemas que são realidades intrínsecas em qualquer sociedade.
Em Portugal, temos cerca de 18% de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza; dessa percentagem, muitos são os que não têm sequer uma casa para viver, falo dos sem-abrigo.
Pedro Abrunhosa, consciente da sua função enquanto figura pública, é um dos exemplos que pretendo referir.
O que está aqui em causa não são os seus dotes vocais, isso fica ao critério do gosto de cada um; não posso é deixar de elogiar este seu gesto de cidadão e profissional dedicado não só à sua profissão, mas também às tais duras realidades que infelizmente existem neste pequeno Portugal.
"Quem me leva os meus fantasmas" é, quanto a mim, um excelente despertar de consciências e que pretendo partilhar convosco...
Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e´ a estrada
Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada
De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada
Em Portugal, temos cerca de 18% de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza; dessa percentagem, muitos são os que não têm sequer uma casa para viver, falo dos sem-abrigo.
Pedro Abrunhosa, consciente da sua função enquanto figura pública, é um dos exemplos que pretendo referir.
O que está aqui em causa não são os seus dotes vocais, isso fica ao critério do gosto de cada um; não posso é deixar de elogiar este seu gesto de cidadão e profissional dedicado não só à sua profissão, mas também às tais duras realidades que infelizmente existem neste pequeno Portugal.
"Quem me leva os meus fantasmas" é, quanto a mim, um excelente despertar de consciências e que pretendo partilhar convosco...
Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e´ a estrada
Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada
De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
Quem me diz onde é a estrada?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me salva desta espada?
E me diz onde e a estrada
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ponto de Luz
Dou por mim a ouvir uma das minhas cantoras portuguesas de eleição, Sara Tavares, e perco-me em viagens por pensamentos que me fazem ir mais além...
Escutando no vento...
Tua voz secreta...
Que me sopra por dentro
Deixa me ser só seu...
No teu colo eu me entrego,
para que me nutras
E me envolvas ,
deixa me ser só seu ...
Um ponto de luz .,
que me seduz,
aceso na alma...
Um ponto de luz que me conduz,
aceso na alma...
Por trás dessa nuvem,
Ardendo no céu
O fogo do sol...
eternamente quente.
Liberta me a mente,
liberta me a mente ....
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Escutando no vento...
Tua voz secreta...
Que me sopra por dentro
Deixa me ser só seu...
No teu colo eu me entrego,
para que me nutras
E me envolvas ,
deixa me ser só seu ...
Um ponto de luz .,
que me seduz,
aceso na alma...
Um ponto de luz que me conduz,
aceso na alma...
Por trás dessa nuvem,
Ardendo no céu
O fogo do sol...
eternamente quente.
Liberta me a mente,
liberta me a mente ....
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Recomeço
O ano de 2009 foi decisivamente um ano marcante na minha vida. Projectos que se concretizaram, outros que terão continuidade neste novo ano. Para trás ficam momentos de felicidade, momentos de angústia, de tristeza, de encontros e desencontros, de novos conhecimentos, de confirmação de amizades, de presença e ausência, de alegrias e sorrisos.
Quando começa um novo ano, começa um novo ciclo, tempo esse que se pretende de realização de sonhos com saúde, paz e amor.
É sempre assim... Ano Novo, Recomeço de uma vida que renasce a cada dia que passa, pretendendo viver sempre melhor e pelo melhor.
Nesta renovação do tempo e da vida, só posso agradecer pelo que ela própria já me deu, mas também pelo que me poderá vir a ofertar, sentindo que cada gesto, cada acção e cada atitude poderão contribuir para tornar-me sempre um melhor ser humano.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz 2010

Eis que desponta a aurora
de um dia novo que começa,
de um tempo que renasce
para nos dar nova esperança!
Um ciclo que abre novos caminhos,
aponta novas direcções,
concretizando no seu percurso
os desejos e vontades de muitos corações.
Reabre-se a porta da vida,
que alegre se entrega ao mundo
com a força de um dez grandioso
e ânimo mais profundo.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Ave Maria
Beyoncé interpreta uma nova versão de Ave Maria e eu faço da sua música a minha oração.
She was lost in so many different ways
Out in the darkness with no guide
I know the cost
Of a losing hand never found the grace of God
Though I
I found heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria
I’ve been alone
And then surrounded by friends
How could the silence be so loud
But I still go home
Knowing that I’ve got you
There’s only us when lights go down
You are my heaven on Earth
You are my hunger, my thirst
I always hear this voice inside
Singing Ave Maria
Sometimes love can come and pass you by
While you’re busy making plans
Suddenly hit and then you realize
It’s out of your hands
Baby you got to understand
You are my heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria
She was lost in so many different ways
Out in the darkness with no guide
I know the cost
Of a losing hand never found the grace of God
Though I
I found heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria
I’ve been alone
And then surrounded by friends
How could the silence be so loud
But I still go home
Knowing that I’ve got you
There’s only us when lights go down
You are my heaven on Earth
You are my hunger, my thirst
I always hear this voice inside
Singing Ave Maria
Sometimes love can come and pass you by
While you’re busy making plans
Suddenly hit and then you realize
It’s out of your hands
Baby you got to understand
You are my heaven on Earth
You are my last, my first
And then I hear this voice inside
Ave Maria
Grito
Do meu SILÊNCIO faço um GRITO... Um dos mais belos fados escrito e interpretado por a Diva Amália Rodrigues. Do meu silêncio, o respeito...
Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.
De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.
Ao céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.
E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.
Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.
Ai, solidão
Quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!
Adeus
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.
Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura.
Silêncio!
Do silêncio faço um grito
O corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco.
De sombra a sombra
Há um Céu...tão recolhido...
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido.
Ao céu!
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás dela.
E eu,
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora.
Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira...
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura.
Ai, solidão
Quem fora escorpião
Ai! solidão
E se mordera a cabeça!
Adeus
Já fui para além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.
Adeus,
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai, como dói
A solidão quase loucura.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Pegadas Na Areia
Este Natal, foi-me oferecido o livro "Pegadas na Areia" escrito por Margaret Fishback Powers.
Resolvi partilhar convosco um dos poemas de sua autoria que deu o título à obra e que é uma das mais belas orações e um dos mais belos hinos que tive a oportunidade de ler em toda a minha vida. Sem dúvida, um grandioso texto para ler e meditar...
Resolvi partilhar convosco um dos poemas de sua autoria que deu o título à obra e que é uma das mais belas orações e um dos mais belos hinos que tive a oportunidade de ler em toda a minha vida. Sem dúvida, um grandioso texto para ler e meditar...

Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Peloe céu escuro passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou perante mim
olhei para trás para as pegadas na areia.
Haviam apenas um par de pegadas.
Apercebi-me de que eram os momentos mais difíceis
e tristes da minha vida.
Isso sempre me incomodou
e interroguei o Senhor
sobre o meu dilema.
"Senhor, quando decidi seguir-Te, disseste-me
que caminharias ao meu lado
e falarias comigo durante todo o caminho.
Mas apercebo-me de que,
durante os momentos mais atormentados da minha vida,
há apenas um par de pegadas.
Não percebo por que razão, quando mais precisei de Ti,
Tu me deixaste."
Ele segredou: "Meu precioso filho,
Eu amo-te e nunca te deixarei,
nas horas de provação e de sofrimento. Nunca.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas
foi porque Eu te carreguei ao colo."
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
2012 - O Princípio do Fim... Será?
2012 é um filme que vem empolar a polémica sobre a Profecia Maia que refere o fim do mundo para o dia 21 de Dezembro de 2012. E se esse for afinal o primeiro dia do resto das nossas vidas?
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O Estado dos Sentidos
Encontro-me na escuridão da vã noite,
recordando-me do meu eterno ser adormecido,
vasculhando o baú vazio de mim mesmo,
procurando se tudo faz pequeno sentido.
Revejo minha etérea e desvanecida imagem,
escondida por trás de um transparente pano,
onde brinca no palco desta puta de vida
toda a plenitude em ledo desengano.
Transparece toda a profícua vicissitude
de um ser repleto de erros e drama,
em completa harmonia com o visível
de uma vida estonteante e agoniante.
Semicoberto por um velho e rasgado lençol de nada,
caminha meu ser em direcção ao eterno vazio,
donde surgem imagens desfiguradas
de um sentido ser, sem rasgado sentido.
Os confusos sentidos que em mim não vos estranho,
existem presos e intrísecos à minha alma,
que de entristecida e sentida calma
não me aliviam os condensados leves passos.
Acabo deitado sobre o leito do meu frágil estado,
mais breve e eterno, menos longo e alterado;
meio nítido e difuso, não menos começado e acabado
por todo Eu inteiro, em poucos versos, espelhado.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Eu Sei - Sara Tavares
Um verdadeiro hino ao Amor, à Vida, a um Deus, a uma Energia... ao próprio Ser Humano. Envolve, embala e faz-nos descansar...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
SIC - Estamos Juntos há 17 anos!
A SIC (Sociedade Independente de Comunicação) comemora hoje o seu 17º aniversário. Desde o seu aparecimento a 6 de Outubro de 1992, foi na sua companhia que passei muitos dos meus momentos em frente à televisão.Porque cresci com esta estação, porque ainda hoje me fascina todo o seu universo, deixo aqui os meus mais sinceros parabéns à televisão de Carnaxide.
Continuamos juntos, há 17 anos!
Hino SIC
O primeiro canal de televisão privado em Portugal.
A SIC, cujas transmissões tiveram início a 6 Outubro de 1992, foi o primeiro canal de televisão privado a operar em Portugal, tornando-se um contributo para a pluralidade e independência da Informação.Em apenas três anos, em Maio de 1995, a SIC alcançou a liderança nas audiências através de uma forte aposta em programas de informação, entretenimento, documentários e programas de ficção, falados em Português, alicerçados numa estratégia de marketing.
Uma das grandes apostas da SIC, que se destacou claramente no panorama televisivo, foi a Informação, aliada à independência, rigor, qualidade e irreverência que caracterizam o “estilo SIC”.
Sempre na procura da inovação, a SIC, em 2000, entrou no universo dos canais de cabo e em 2007 entrou em plena era digital e em multiplataformas com conteúdos interactivos.
Hoje, a componente multimédia é uma prioridade, que se torna mais evidente através do site da SIC, onde com um só clique pode aceder a Notícias e Entretenimento, 24 horas por dia, em directo ou em diferido, esteja onde estiver. Pode rever cada minuto da sua novela favorita, espreitar um sketch que perdeu ou aquele programa de que todos falam, dar a sua opinião ou deixar uma mensagem à comunidade.O melhor da SIC está na SIC Online.
Fonte: SIC Institucional em www.sic.sapo.pt
A Voz do Fado calou-se há 10 anos
Passam hoje 10 anos sobre o desaparecimento daquela que é considerada a maior diva do Fado.
Amália Rodrigues deixou-nos a 06 de Outubro de 1999 e esse dia ficará marcado para sempre na história deste país. Calou-se a Voz, mas não se cala a Saudade que cantada por Amália fez da sua uma Estranha Forma de Vida!
Amália Rodrigues deixou-nos a 06 de Outubro de 1999 e esse dia ficará marcado para sempre na história deste país. Calou-se a Voz, mas não se cala a Saudade que cantada por Amália fez da sua uma Estranha Forma de Vida!
sábado, 26 de setembro de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Lamego, A Monumental
A Lamego, honra lhe seja feita,
que seus filhos oferece ao Douro,
a Monumental terra beirã,
por entre montanhas parece de Ouro.
Milenar na sua existência,
segue sem inveja de ninguém.
Cidade Amiga e acolhedora,
recebe sempre quem vem por bem.
Cidade Amiga e acolhedora,
recebe sempre quem vem por bem.
Suas ruas estreitas de calçada,
Tornam-na única e formosa.
Não há no mundo terra
que tenha tamanha gente calorosa.
O rio Balsemão segue e seus pés beija,
oferece-se ao Homem que o abraça.
Entrega-se livremente por amor,
abençoa qualquer criança que ali nasça.
Ao Santuário rumam peregrinos,
que os milagres à Senhora agradecem.
Remédios divinos nos olhos dos meninos
que esta terra engrandecem.
E se por aqui o tempo se silencia,
neste silêncio se encontra paz.
Consegue-se na serra sentir
O doce vento que se faz.
Água
Água no meu imperfeito ser
Onde limpam teus peixes
Meus sentimentos e sensações,
Sacia-me da tua perfeita lucidez.
Derrama tua pureza em mim,
Fortalece meus rígidos ossos,
Torna-me folha a voar ao vento,
Voando para o teu imenso ser.
Corpo delgado e fugidio,
Traz-me tua transparência,
Trespassa meus sentidos,
Absorve-me ó grandeza!
Respiro-te água corrente,
Que corres em veias dilaceradas
Por picadas da vida.
Na tua força encontro a minha paz!
Na tua brandura encontro minha revolta!
Leva-me por onde fores,
Deixa-me ser…
E ser, no teu porto seguro
É onde não me deixo apagar!
Apagar-me…
Só no teu rio, na tua ribeira, no teu mar ou oceano!
Mas quando te evaporares ao céu,
Em tua doce nuvem pouso meu ser
E contigo transformo-me em lágrimas
De sedenta chuva que a quente terra vem arrefecer…
… de amor e esperança cada ser que de ti vive.
20.02.2008
Onde limpam teus peixes
Meus sentimentos e sensações,
Sacia-me da tua perfeita lucidez.
Derrama tua pureza em mim,
Fortalece meus rígidos ossos,
Torna-me folha a voar ao vento,
Voando para o teu imenso ser.
Corpo delgado e fugidio,
Traz-me tua transparência,
Trespassa meus sentidos,
Absorve-me ó grandeza!
Respiro-te água corrente,
Que corres em veias dilaceradas
Por picadas da vida.
Na tua força encontro a minha paz!
Na tua brandura encontro minha revolta!
Leva-me por onde fores,
Deixa-me ser…
E ser, no teu porto seguro
É onde não me deixo apagar!
Apagar-me…
Só no teu rio, na tua ribeira, no teu mar ou oceano!
Mas quando te evaporares ao céu,
Em tua doce nuvem pouso meu ser
E contigo transformo-me em lágrimas
De sedenta chuva que a quente terra vem arrefecer…
… de amor e esperança cada ser que de ti vive.
20.02.2008
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Smash Into You - Beyoncé
Existem músicas que aparecem como por magia nas nossas vidas para nos fazer acreditar ainda mais nas histórias de amor das quais somos protagonistas. Este é, sem dúvida, um dos temas musicais de eleição da banda sonora da minha existência...
Head down
As I watch my feet take turns hitting the ground
I should I find myself in love racing the earth
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run (run) smash into you
I wanna run (run) smash into you
Ears closed
What I hear no one else has to know
'Cause I know that what we have
Is worth first place and gold
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run (run) smash into you
I wanna run (run) smash into you
Head down
As I watch my feet take turns
Hitting the ground
I should
I'm in love and I'm racing the earth
And I soaked in your love
And love is right in my path, in my grasp
And me and you belong
I wanna run smash into you
I'm willing to run (run) smash into you
I'm willing to run run run run ooh ooh ooh ooh
I'm willing to run run run run ooh ooh ooh ooh
I'm willing to run run run run ooh ooh ooh ooh
I wanna run and smash into you
I'm willing to run (run) smash into you
domingo, 2 de agosto de 2009
Amália... Ontem e Hoje
A diva do Fado, para sempre imortal pela sua singular voz, a mulher mundialmente aclamada como a Senhora do Fado, Amália Rodrigues, a representante máxima da música portuguesa além-fronteiras, continua Hoje e Sempre a ser Inspiração para todos nós, principalmente para quem faz da música veículo de transmissão de mensagem e grito da cultura de um povo... do Ser-se Português!
Novo Recomeço...

Acreditem que por muito tempo que se esteja ausente, nada nos impede um dia de regressar e recomeçar algo em que se acredita. A viagem recomeça hoje, dia 02 de Agosto de 2009, passados que estão quase dois anos desde que publiquei a última mensagem neste meu blog que sempre assumi como um cantinho de exposição de pensamentos meus, poemas e dissertações sobre temas que acarinho e defendo.
Pois é! Eis-me de volta a este meu espaço que contém tanto de mim, mas que esse tanto é tão pouco quando comparado com 25 anos de vida... quase 26, esses quase 26 que ainda serão um bocadinho de tudo o que espero e pretendo viver.
Se o Homem é Experiência, é na experiência e dela que pretendo não só absorver tudo o que a vida me vai dando, como também evoluir enquanto Ser que Sou e Estou.
Confesso que "ando a mil" nos últimos dias, mil pensamentos, mil emoções, mil vontades, mil desejos e mil sonhos. Sonhos esses, que de dia para dia sinto tornarem-se possíveis de concretização, tornando-se também cada vez mais certo que tudo o que acontece e nos acontece, por muito que nos traga alguma dor ou sofrimento, acontece por bem, principalmente quando acreditamos que nada acontece por acaso. E por acaso, nada acontece por nada!
Em Setembro retomo os estudos; finalmente vou poder concluir a minha licenciatura em Sociologia. Confesso que foi um alívio quando me ligaram da universidade a comunicar que tinha tido equivalência a todas as cadeiras anteriormente concluídas e que faltam apenas 4 para ter um canudo na mão. Acreditem ou não, pouco me importa neste momento se vou ter emprego quando concluir o curso, o que quero é definitivamente arrancar um peso das costas por sentir que tinha deixado uma "viagem" a meio e que era preciso concluir o caminho já percorrido. Voltar atrás, não seria certamente a decisão mais segura e confortável.
Outro projecto que pude finalmente concretizar, foi o de participar numa peça de teatro pela primeira vez, com um grau de exigência e aprofundamento maiores. A PROCISSÃO DOS ELEFANTES foi a minha estreia enquanto aprendiz de actor, uma peça do autor brasileiro Roberto Vilanni com adaptação livre da minha querida amiga e encenadora Susana Camba. A peça foi representada pelo Grupo Amador de Teatro H2O da Casa do Pessoal da EPAL. Não poderia deixar de publicar neste cantinho, todo o meu agradecimento e total apreço a todos quantos fizeram parte deste pequeno grande projecto que levámos à cena no espaço cedido pelo Grémio de Campo de Ourique em Lisboa. Que a Procissão possa ser levada a outras paragens a partir de Outubro, é um desejo que gostaria de ver concretizado. Continuar a fazer teatro, representar, aprofundar outras vidas tão distantes da minha é sem dúvida, um dos caminhos que pretendo continuar a construir.
E aqui começa também uma nova construção, uma nova viagem de partilha com todos aqueles que passam por aqui... Espero que gostem, que comentem e que sugiram tudo o que vos apreciar dizer... Sejam de novo, bem-vindos às viagens percorridas por este Pássaro do Sul.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Volta Andorinha!
Andorinha do meu encanto,perdição do meu amor!
Para onde foste minha Andorinha,
que deixaste meu coração com dor?
Tua ausência me trás saudade!
Meu jardim perdeu toda a beleza.
Chegou Outono ao meu coração,
onde antes existia Primavera de pureza!
O rio largo e fundo tornou-se mais escuro,
reflectindo meu estado perturbador.
Se tens asas que te libertam,
dá-me um sinal de ti, meu amor!
Volta de novo, ó Andorinha!
Devolve-me a paz do teu doce olhar.
Trás-me de volta a tua Primavera,
que em teus olhos um dia fui buscar.
Meu grito ao mundo ecoa,
clamo por teu nome ao bater de cada asa;
onde no céu negra nuvem destoa,
tu és sol que por mim passa!
Volta Andorinha!
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